Oportunidade para investir em 2018, retomada do setor.

Setor de reformas deve movimentar cerca R$ 162,5 bilhões em 2018

 

Após ter adiado por causa da crise, brasileiro resolve fazer reparos residenciais.

O aquecimento em progresso nas vendas foi sentido pelas lojas e fabricantes de materiais de construção a partir do segundo semestre do ano passado e continua neste ano.

Com os juros caindo, preços relativamente estáveis e a própria necessidade de realizar reparos residenciais, que chegou no limite, o mercado deve gerar uma movimentação de até R$ 162,5 bilhões com vendas de materiais e negócios do setor de reformas no período, nas projeções do Ibope Inteligência. Seria uma taxa de 5% a mais que a registrada em 2017, e a mais alta em cinco anos, segundo os pesquisadores do instituto.

“No ano passado, o crescimento do consumo de materiais de construção não acompanhou a inflação”, observa Marcia Sola, diretora executiva de shopping, varejo e mercado imobiliário do Ibope Inteligência. Ela diz que no momento há um otimismo parcial nas pessoas para o consumo de materiais em reformas e construção, principalmente nas classes A e B. Com esse perfil de consumidores, deve-se registrar um crescimento nas vendas acima da média, de 12,2% e 5,8%, comparando este ano com 2017. Já o consumo de materiais  em classes de menor renda, como as classes C e D/E, deve ficar com baixa expressão neste ano. Pois são as classes que estão mais prejudicadas com o desemprego, que continua aumentando no país.

Ela explica que foram considerados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE e informações de pesquisas qualitativas feitas pelo Ibope. “O que temos ouvido  é que o brasileiro passou dois anos com vazamento na cozinha, por exemplo, e agora está disposto a consertar”, ressalta Marcia.

O presidente da Anamaco, Claudio Conz, faz análise semelhante: “a reforma pode ser adiada, mas há um momento que precisa ser feita”, diz. A sua organização, que reúne 148 mil lojas do setor no País, está mais otimista do que o Ibope e espera um crescimento de 8,5% nas vendas do varejo este ano.

A Abramat, que é a associação que representa 300 indústrias, projeta um avanço em 2018 de 1,5% no faturamento total em materiais de construção, descontada a inflação. Nessa taxa estão incluídas não só as vendas no varejo para reforma e auto construção, mas também o que é destinado às construtoras. Em 2017, o faturamento real da indústria caiu 3,3% sobre 2016, porém o faturamento das fábricas para as lojas avançou 7,3%.

Do início deste ano até março, houve um avanço de 2,1% nas vendas de materiais de construção pela indústria. O presidente da Abramat, Rodrigo Navarro, destaca que o faturamento do varejo sustenta a retomada. Ele afirma que não tem números detalhados das vendas de materiais para as construtoras e lojas separadamente, mas o segmento que está mudando o rumo neste momento é o varejo, acompanhado pelas obras imobiliárias no segundo semestre e a infraestrutura no ano que vem.

Retomada

“Este ano, a visão é recuperar o nível de vendas antes da crise e atingir uma das maiores taxas de crescimento dos últimos sete anos”, prevê Conz. No varejo, as vendas tiveram uma queda de cerca de 15%, isso por volta de 2015 até 2016. Com o crescimento que houve no ano passado, principalmente a partir do segundo semestre por causa da liberação dos recursos das contas inativas do FGTS, a previsão para este ano é que essa queda será recuperada.

De janeiro a março, as vendas no varejo aumentaram 3% em relação a igual período do ano anterior, segundo a Anamaco. O executivo lembra que os negócios normalmente tomam partido a partir do segundo trimestre por causa do fim do período de chuvas, que atrapalham as reformas, ainda argumenta-se que os preços têm ajudado. Em 12 meses até março, cimento, tijolo e materiais hidráulicos tiveram deflação de -0,26%, -0,31% e 0,53%, por essa ordem, aponta o IPCA, a medida oficial de inflação.

Marcelo Roffe, diretor comercial e de marketing da Telhanorte, afirma que tem 70 lojas, entre as bandeiras Telhanorte e Tumelero, do Rio Grande do Sul. Sem revelar dados numéricos porque a empresa tem capital aberto na França, o empresário conta que o desempenho da organização no ano passado ficou rapidamente acima do mercado. Para este ano, ele acredita que será melhor. “O crescimento de 2018 será de um dígito, porém maior do que a taxa de 2017”, afirma.

O diretor executivo comercial da Construdecor, Christophe Auger, que opera as lojas Dicico, Dicico Multi e Sodimac, argumentou que está mais otimista, porém muito cauteloso com os gastos. A companhia, que fechou o ano passado com crescimento de 2,4% no faturamento, considerando as mesmas lojas, decidiu apostar em outros segmentos para ampliar as vendas.

Desde 2017, a empresa reinaugurou cinco lojas da Dicico num novo formato que incorpora produtos voltados para a reparação e manutenção da casa, não apenas a reforma. Nesse novo formato, por exemplo, o cliente encontra todos os tipos de resistência de um chuveiro.

Por causa da retomada no setor, Conz diz que há falta pontual de alguns itens no varejo, isso porque as indústrias, depois de reduzirem a produção por causa da baixa demanda, levam algum tempo para voltar ao ritmo normal de produção. Mesmo assim, os fabricantes negam que haja escassez localizada de alguns produtos.

FONTE: Estadão

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